terça-feira, 7 de setembro de 2010

Enterrando os "não consigos"

Esta história foi contada por Chick Moorman, e aconteceu numa escola primária do estado de Michigan, Estados Unidos.

Tomei um lugar vazio no fundo da sala e assisti. Todos os alunos estavam trabalhando numa tarefa,

preenchendo uma folha de caderno com idéias e pensamentos.

Uma aluna de dez anos, mais próxima de mim, estava enchendo a folha de "não consigos".

"Não consigo fazer divisões longas com mais de três números." "Não consigo fazer com que a Debbie goste de mim." Caminhei pela sala e notei que todos estavam escrevendo o que não conseguiam fazer. "Não consigo fazer dez flexões.", "Não consigo comer um biscoito só."

A esta altura, como a atividade despertara minha curiosidade, decidi verificar com a professora o que estava acontecendo e percebi que ela também estava ocupada escrevendo uma lista de "não consigos". Observando tudo, eu me perguntava por que estavam trabalhando com negativas, em vez de escrever frases positivas...

Os estudantes escreveram por mais dez minutos. A maioria encheu mais de uma página. Depois de algum tempo os alunos dobraram as folhas ao meio e as colocaram numa caixa de sapatos, vazia, que estava sobre a mesa da professora.

Quando todos os alunos haviam colocado as folhas na caixa, Donna, a professora, acrescentou as suas, tampou a caixa, e saiu pela porta do corredor. Os alunos a seguiram.

Logo à frente ela pegou uma pá. Depois seguiu para o pátio da escola. Ali começaram a cavar. Quando a escavação terminou, a caixa de "não consigos" foi depositada no fundo e rapidamente coberta com terra. Trinta e uma crianças de dez e onze anos permaneceram de pé, em torno da sepultura recém cavada.

Donna então fez uma pequena oração: "Amados, que a expressão não consigo possa descansar em paz e que todos os presentes possam retomar suas vidas e ir em frente na sua ausência. Amém." Ao escutar a oração entendi que aqueles alunos jamais esqueceriam a lição.

A atividade era simbólica: uma metáfora da vida. O "não consigo" estava enterrado para sempre. Logo após, a sábia professora encaminhou os alunos de volta à classe e promoveu uma festa. A festa da libertação. Depois disso, nas raras ocasiões em que um aluno se esquecia e dizia "não consigo", Donna simplesmente sorria e o aluno então se lembrava que "não consigo" estava morto e reformulava a frase.

Eu não era aluno de Donna. Ela era minha aluna. Ainda assim, naquele dia aprendi uma lição duradoura com ela. Agora, anos depois, sempre que ouço a frase "não consigo", vejo imagens daquele funeral da quarta série. Como os alunos, eu também me lembro de que "não consigo" está morto.

Pense nisso...

Se por acaso, na sua vida, você está sendo impedido de avançar por causa do sentimento do não consigo, faça como aquelas crianças da quarta série, enterre esse sentimento agora. Sem hesitação... Não consigo vencer... Não consigo amar... Não consigo perdoar... Não consigo crescer no trabalho... Não consigo tirar notas boas... Não consigo me libertar de um vício... Não salvar meu casamento... Não consigo ter fé... Não consigo... Não consigo...

Quantos não consigo você solta diariamente...

Por quanto tempo você vai ficar amarrado, preso a um sentimento enganador? Desta forma você mesmo vai condenando a sua existência ao fracasso, ao anonimato... E sem perceber, você vai enterrando os seus sonhos, a sua vida... Liberte-se disso!

Não acredite na mentira da incapacidade ou da impossibilidade! Enterre o não consigo!

Nós estamos acostumados a agir pela impulsividade, pela explosão dos sentimentos... E muitas vezes nos enganamos... Olhamos para as situações... e as avaliamos com nossos olhos humanos... Damos tanto valor aos empecilhos que nos esquecemos que temos um Deus que tudo pode e que trabalha por nós...

O nosso Deus trabalha para aquele que Nele espera... Basta que creiamos...

Preste atenção numa coisa... Quando nos sentimos fracos, se temos fé, aí é que somos fortes, porque Deus é a nossa força...

Quando cremos, Deus nos fortalece... nos capacita... Mas para que isso aconteça, temos que fazer a nossa parte...

Temos que renunciar, enterrar o não consigo...

Pare agora, nesse momento, e pense no que você acha que não consegue... E pense agora o contrário...

Posso mudar o meu casamento...

Posso vencer o vício...

Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece...

Pense nisso...

A vitória depende de nossa postura. Ou acreditamos nela e lutamos com todas as forças ou nos enterramos e assistimos a vida passar...

Faça a escolha certa... enterre o " não consigo" de sua vida e seja feliz!

(Chick Moorman)

In alexandredoradio.blogspot.com

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A Livraria


        O universo é uma imensa livraria. A Terra é apenas uma das suas estantes. Somos os livros colocados nela.
Da mesma maneira que as pessoas compram livros apenas pela beleza da capa, sem pesquisarem o índice e conteúdo do mesmo, muitas pessoas avaliam os outros pela aparência externa, pela capa física, sem considerarem a parte interna.
      Outras, procuram livros com títulos bombásticos, sensacionalistas, histórias de terror ou romances. Também é assim com as pessoas: Há aquelas que buscam sensacionalismos baratos, dramas alheios ou apenas um romance, seja profundo ou rasteiro.
      Somos homens-livros, lendo uns aos outros. Podemos ficar só na capa ou aprofundarmos nossa leitura até as páginas vivas do coração.
      A capa pode ser interessante, mas é no conteúdo que brilha a essência do texto. O corpo pode ter uma bela plástica, mas é o espírito que dá brilho aos olhos. Também podemos ler nas páginas experientes da vida muitos textos de sabedoria.
      Depende do que estamos buscando na estante Podemos ver em cada homem-livro um texto impresso nas linhas do corpo. Deus colocou sua assinatura Divina ali, nas páginas do coração, mas só quem lê o interior é que descobre isso. Só vencendo a ilusão da capa e mergulhando nas páginas da vida íntima de alguém, é que se descobre seu real valor, humano e espiritual.
       Que todos nós possamos ser bons leitores conscientes. Que nas páginas de nossos corações possamos ler uma história de amor profundo.
       Que em nossos espíritos possamos ler uma história imortal e que, sendo homens-livros, nós possamos ser a leitura interessante e criativa nas várias estantes da livraria-universo.
       A capa amassa e as folhas podem rasgar. Mas, ninguém amassa ou rasga as idéias e sentimentos de uma consciência imortal. O que não foi bem escrito poderá ser bem escrito mais à frente. Mas com toda certeza será publicado pela editora da vida, na estante Divina...

                                                                                   In alexandredoradio.blogspot.com

A tralha que atrapalha

      Por que será que a opinião pública tem sido pouco alertada para a tralha que atrapalha? Por que será que o processo negocial, que se arrasta há quase dois meses, não inclui a questão da tralha que atrapalha?
Não há um único professor no país que não saiba qual é a tralha que atrapalha.
      Até os inspectores - guardiões da tralha que atrapalha - sabem qual é a tralha que atrapalha.
      Até os burocratas que trocaram a sala de aula pelas equipas de "apoio" às escolas sabem qual é a tralha que atrapalha.
      E até mesmos os aposentados que integram o CCAP sabem qual é a tralha que atrapalha. Não porque conheçam a realidade das escolas - já que fugiram delas em bom tempo - mas porque ouviram falar da tralha que atrapalha.
      Mas, admitindo que haja algumas almas bem intencionadas, embora ignorantes, nas equipas de avaliação externa das escolas, no CCAP, nas equipas de "apoio" às escolas, na DGRHE ou nas DRE, deixo aqui a lista da tralha que atrapalha:
      Os projectos curriculares de escola. Não servem para nada: só atrapalham sobretudo porque há quem os altere todos os anos. Já contaram as milhares de horas perdidas pelas equipas e comissões permanentes de revisão dos projectos curriculares de escola e dos projectos educativos de escola?
      Os projectos curriculares de turma. Servem para alguma coisa? Sim: para perder tempo.
     Os planos de recuperação. Servem para quê? Socializar os prejuízos e privatizar os benefícios. Desculpabilizar e construir sucesso educativo de forma fraudulenta.
Os planos de acompanhamento. Idem.
Os planos de "melhoramento". Idem.
      Os relatórios sobre os planos de recuperação e de "melhoramento" (sic). Idem. Monumentos à novilíngua e à trafulhice pedagógica.
      Acabem com a tralha que atrapalha. A opinião pública compreenderá que a talha que atrapalha é nociva ao ensino.
      Gostava de ouvir os responsáveis do ME a falar na redução ou eliminação da tralha que atrapalha. Não ouço. A tralha que atrapalha obedece ao plano.

                                                                  6.1.10 Publicado por: Ramiro Marques
PS: Desconheço o autor deste texto mas deve ser professor ou estar muito próximo de professores.

Rappellons Joe Dassin 30 après sa mort!

Joe Dassin - L'Été Indien - planet
Joe Dassin - L'Été Indien
Mots-clés : joe indien dassin l'été