quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
quarta-feira, 29 de março de 2017
A Netinha Quer Saber: Quem é o Namorado da Vovó
Uma
garotinha de 5 anos estava passando o dia com a sua avó.
Enquanto
ela brincava, a avó cuidava da casa, passando o espanador de pó nos móveis. Até
que, num momento, a netinha pergunta:
— Vovó, por que a senhora não tem um namorado?
A
avó responde:
— Querida, o meu namorado é a televisão. Eu
posso deitar-me confortavelmente na cama
ou no sofá e assistir o dia todo. Os programas religiosos fazem com que eu me
sinta muito bem.
E
continua:
— Os
programas de comédia fazem-me rir e as novelas distraem-me. Então estou muito
feliz em ter o televisor como meu namorado.
E
então a avó liga a TV. A imagem fora do ar estava horrível! Ela tentou ajustar
as antenas para tentar sintonizar direito, mas nada adiantou. Irritada, começou
a bater na parte de trás do aparelho para ajudar o problema e nada. E ela batia
cada vez mais e mais, cada vez mais brava.
Não pode viver sem café? Então agradeça a este Papa.
Segundo a lenda, a “questão do café” chegou por volta de 1600,
durante o pontificado do Papa Clemente VIII. O café já era popular no mundo
muçulmano e estava começando a encontrar o seu caminho para a Europa cristã. E
para algumas pessoas, essa foi uma das principais causas de preocupação.
O vinho era a bebida popular entre os cristãos; e os muçulmanos
não podiam beber vinho, a sua bebida popular era o café. Como resultado dessa
realidade cultural, algumas pessoas pensavam que o café, de alguma forma, representava uma bebida anticristã, uma “amarga invenção de Satanás”. Os
conselheiros disseram-lhe para condenar a bebida e proibi-la aos cristãos.
O Papa Clemente não tomou uma decisão precipitada e escolheu
experimentar primeiro a bebida.
E o Papa achou a bebida deliciosa!
“Esta bebida de Satanás é tão deliciosa”, exclamou ele, “que
seria uma pena deixar os infiéis usá-la exclusivamente!”
http://pt.churchpop.com/nao-pode-viver-sem-cafe-entao-agradeca-este-papa/
De onde veio a palavra “hóstia”?
Os cristãos adotaram esta palavra para se referir ao
Cordeiro imolado
Fala-se em adorar a hóstia,
ajoelhar-se diante da hóstia, levar a hóstia em procissão (na festa de Corpus
Christi), guardar a hóstia… Uma criança chegou certa vez para a catequista e
perguntou: “Tia, quanto tempo falta para eu tomar a hóstia?”. Ela se referia à
primeira comunhão.
Tive então a ideia de ir
atrás da origem da palavra “hóstia”. Corri para um dicionário (aliás, vários) e
descobri que, em latim, “hóstia” é praticamente sinónimo de “vítima“. Aos
animais sacrificados em honra dos deuses, às vítimas oferecidas em sacrifício à
divindade, os romanos chamavam de “hóstia”. Aos soldados tombados na guerra,
vítimas da agressão inimiga, defendendo o imperador e a pátria, eles chamavam
de “hóstia”. Ligada à palavra “hóstia” vem a palavra latina “hóstis“, que
significa “inimigo”. Daí vêm palavras como “hostil” (agressivo, ameaçador,
inimigo), “hostilizar” (agredir, provocar, ameaçar). A vítima fatal de uma
agressão, por conseguinte, é uma “hóstia”.
Então aconteceu o seguinte:
o cristianismo, ao entrar em contato com a cultura latina, agregou no seu
linguajar teológico e litúrgico a palavra “hóstia” exatamente para se referir à
maior “vítima” fatal da agressão humana: Cristo, morto e ressuscitado.
Os cristãos adotaram a
palavra “hóstia” para se referir ao Cordeiro imolado (vitimado) e, ao mesmo
tempo, ressuscitado, presente na Eucaristia. A palavra “hóstia” passa, pois, a
significar a realidade que Cristo mesmo mostrou naquela ceia derradeira:
“Isto é o meu corpo
entregue… o meu sangue derramado”.
O pão consagrado, portanto,
é uma “hóstia”, aliás, a “hóstia” verdadeira, isto é, o próprio Corpo do
ressuscitado, uma vez mortalmente agredido pela maldade humana e agora vivo
entre nós, feito pão e vinho, entregue como alimento e bebida: Tomai e comei…
Tomai e bebei…
Infelizmente, com o correr
dos tempos, perdeu-se muito deste sentido profundamente teológico e espiritual
que assumiu a palavra “hóstia” na liturgia do cristianismo romano primitivo e
se fixou quase que só na materialidade da “partícula circular de massa de pão
ázimo que é consagrada na missa” – a tal ponto que acabamos por chamar de
“hóstias” até mesmo as partículas ainda não consagradas!
Hoje, quando falo em
“hóstia”, penso na “vítima pascal”, penso na morte de Cristo e na sua
ressurreição, penso no mistério pascal. Hóstia para mim é isto: a morte do
Senhor e a sua ressurreição, sua total entrega por nós, presente no pão e no
vinho consagrados. Por isso que, após a invocação do Espírito Santo sobre o pão
e o vinho e a narração da última ceia do Senhor, na missa, toda a assembleia
canta: “Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição.
Vinde, Senhor Jesus”.
Diante desta “hóstia”, isto
é, diante deste mistério, a gente se inclina em profunda reverência, se ajoelha
e mergulha em profunda contemplação, assumindo o compromisso de ser também
assim: corpo oferecido “como hóstia viva, santa, agradável a Deus” (Rm 12,1).
Adorar a “hóstia” significa render-se ao seu mistério para vivê-lo no
dia-a-dia. E comungar a “hóstia” significa assimilar o seu mistério na
totalidade do nosso ser para nos tornarmos o que Cristo é: hóstia, entregue em
serviço aos irmãos.
E agora entendo melhor
quando o Concílio Vaticano II, ao exortar para a participação consciente,
piedosa e ativa no “sacrossanto mistério da Eucaristia”, completa: “E aprendam
a oferecer-se a si próprios oferecendo a hóstia imaculada não só pelas mãos do
sacerdote, mas também juntamente com ele, e, assim, tendo a Cristo como
Mediador, dia a dia se aperfeiçoem na união com Deus e entre si, para que,
finalmente, Deus seja tudo em todos” (SC 48).
Frei José Ariovaldo
da Silva, OFM
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